
Na manhã deste 27 de setembro, a Paróquia e o Convento São Francisco de Assis, em Campo Grande (MS), realizaram a Celebração pela Criação, dentro do Tempo da Criação, vivido pela Igreja de 1º de setembro até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis.
O tema de 2025, “Paz com a Criação”, reforça a ligação entre paz, justiça e cuidado ambiental, lembrando que a reconciliação com Deus passa também pelo relacionamento fraterno com os irmãos e com a natureza. Essa espiritualidade está em sintonia com o carisma franciscano, que sempre reconheceu todas as criaturas como parte da grande família de Deus.
O evento iniciou-se às 8h com a acolhida do Guardião Frei Eurico, que recordou os jubileus franciscanos e destacou o valor deste tempo de cuidado da criação. Em seguida, foi celebrada a Santa Missa, presidida pelo pároco Frei Pedro Renato e concelebrada por Frei Aluísio, vigário paroquial e secretário da Custódia das Sete Alegrias. Na homilia Frei Pedro ressaltou a importância de cada cristão assumir o compromisso do cuidado da criação como expressão concreta do amor à Deus. “O ser humano reconciliado com Deus reconcilia-se também com seus irmãos. O cuidado da criação é sinal vivo do amor divino e da humanidade que deseja responder a este amor”, afirmou.
Este caráter litúrgico da celebração está em sintonia com o novo formulário de Missa “pela proteção da Criação”, recentemente aprovado pelo Vaticano, que será incorporado ao Missal Romano. Essa novidade reconhece o cuidado da criação como parte integrante da vida litúrgica da Igreja, oferecendo orações e leituras específicas que iluminam a dimensão ecológica da fé cristã.
Após a Missa, as crianças da catequese se dirigiram à Casa de Nazaré, centro catequético da paróquia, onde realizaram um gesto simbólico: o plantio de um ipê branco, como sinal de paz, e de flores no jardim dedicado à Nossa Senhora dos Anjos. O gesto traduziu de maneira simples e concreta a espiritualidade vivida na celebração, unindo fé e cuidado da Casa Comum.
O momento foi marcado pela gratidão, pela consciência de que somos parte viva da criação e pelo compromisso de traduzir a espiritualidade franciscana em ações práticas de cuidado e reconciliação.
Por: Frei Pedro R. P. da Silva, OFM

















