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Notícias › 09/04/2025

Pastoral Indigenista de Campo Grande (MS) participa do Acampamento Terra Livre 2025, que reúne mais de 9 mil indígenas em Brasília.

Nos dias 7 a 11 de abril, a capital do país está sendo palco de um dos maiores eventos de mobilização indígena da América Latina: a 21ª Edição do Acampamento Terra Livre (ATL). O encontro, que reúne representantes de mais de 200 povos indígenas, tem como foco a defesa dos direitos originários, a luta por políticas públicas inclusivas e a resistência frente às ameaças aos territórios e à vida indígena.

Neste ano, o ATL ganha um significado ainda mais simbólico: a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) completa 20 anos de luta, organização e resistência. Com o lema “Vamos ocupar as ruas de Brasília, ecoar as nossas vozes, balançar nossos maracás e lutar pelos nossos direitos, em defesa da Constituição e da vida!”, o movimento reafirma sua força diante de um cenário político e social que ainda apresenta inúmeros desafios para os povos originários.

Entre os participantes do acampamento está o Coordenador da Pastoral Indigenista Frei Wagner José da Rosa, OFM, da Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora, presente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Durante o encontro, Frei Wagner se encontrou com representantes das Comunidades Indígenas Urbanas de Campo Grande. Uma das lideranças presentes foi Helena Moreira, cacique e membro da Coordenação da Pastoral Indigenista, que atua na articulação entre espiritualidade, cultura e direitos dos povos indígenas.

A organização do ATL estima que mais de 9 mil indígenas estejam reunidos no evento, em um testemunho vivo da diversidade e da força dos povos originários brasileiros. As atividades incluem debates, oficinas, manifestações culturais e marchas simbólicas, todas voltadas à promoção da dignidade indígena e à exigência de políticas públicas que respeitem os direitos garantidos pela Constituição.

O Acampamento Terra Livre segue até o dia 11 de abril, com uma intensa programação voltada à construção de estratégias coletivas de resistência e visibilidade.

 

Frei Edson R. Andrade, OFM

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