Missão Franciscana do MT e MS

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Artigos › 07/07/2026

Hexadecepção da nossa Seleção Brasileira 

   Falando um pouco desta Copa do Mundo e de nossa Seleção Brasileira, apenas venho propor esta uma humilde reflexão. Não sei se faltou futebol, vontade ou simplesmente o compromisso de honrar a camisa mais vitoriosa da história do futebol. Se o salário dos jogadores fosse proporcional à entrega demonstrada em campo nesta partida, muitos não mereceriam receber absolutamente nada. O torcedor brasileiro sabe que o futebol é feito de vitórias e derrotas. O que ele sempre pediu foi algo muito mais simples: raça, dedicação, respeito pela camisa e amor pelo Brasil.
   O que mais dói não é apenas a desclassificação. O que machuca é ver milhares de brasileiros indo dormir frustrados e, principalmente, ver jovens e crianças chorando, com os olhos cheios de lágrimas, porque acreditaram, torceram e sonharam com uma Seleção que, mais uma vez, não correspondeu às expectativas. A camisa amarela não é um uniforme qualquer. Ela carrega a história de gerações de jogadores que fizeram o mundo admirar o futebol brasileiro. Ela representa um povo apaixonado, que trabalha a semana inteira e encontra no futebol um motivo para sorrir, sonhar e esquecer, por alguns instantes, as dificuldades da vida.
   Quem veste essa camisa precisa compreender que está representando mais de 213 milhões de brasileiros, e não apenas um clube, um contrato ou uma carreira. Que este seja um momento de reflexão. Que em todos os nossos jogadores volte a existir o brilho nos olhos, a entrega em cada dividida, o orgulho de defender a Seleção e a alegria de jogar futebol. Que haja menos vaidade, orgulho, dancinhas e mais humildade; menos marketing e mais futebol; menos discursos e mais atitude dentro de campo.
   O Brasil continuará torcendo, porque o amor pela Seleção jamais acabará. Mas esse amor também nos dá o direito de cobrar. Afinal, quem ama, sofre, acredita e nunca deixa de esperar que a nossa seleção seja campeã e nossa camisa volte a ser sinônimo de raça, honra e orgulho para todo o povo brasileiro. Acredito que a maior derrota não é perder um jogo.
   A maior derrota é fazer um povo perder a esperança de ver sua Seleção jogar com o coração e voltar a ser vitoriosa. Que o futebol brasileiro reencontre sua identidade e que nosso povo e especialmente, nossos jovens e nossas crianças voltem a chorar apenas de alegria com relação ao futebol bonito e campeão de nossa Seleção Brasileira. Que assim possa ser!!!!

Franciscanamente,
Frei Rogério Viterbo de Sousa, OFM
Custódio e Servo Menor

Convento São Francisco, Campo Grande, MS, 07 de julho de 2026.

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