
Neste 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, as comunidades indígenas celebram uma data profundamente significativa: um momento de reafirmar sua existência, identidade e resistência ao longo da história. Como recorda a liderança indígena Célia Xakriabá, “Antes do Brasil da coroa, existe o Brasil do cocar”, destacando a ancestralidade e a riqueza cultural dos povos originários.
Nas comunidades indígenas urbanas, essa data ganha ainda mais força. Em meio à dinâmica da cidade, muitas vezes a presença indígena é apagada, tornando essencial dar visibilidade à sua história, cultura e direitos.
Em Campo Grande, vivem quase 20 mil indígenas de diversas etnias, organizados em mais de 25 comunidades. Esse cenário expressa tanto a diversidade cultural quanto os desafios enfrentados diariamente no contexto urbano.
A Igreja Católica, por meio da Pastoral Indigenista, reafirma seu compromisso de acompanhar, motivar e apoiar essas comunidades na luta por seus direitos. A presença missionária se concretiza no testemunho de vida e proximidade junto aos povos indígenas.

Neste dia especial, a ação contou com a participação de aspirante franciscano, seminaristas, leigas e das Irmãzinhas da Imaculada, fortalecendo a dimensão comunitária e eclesial da missão.
A presença fraterna se fez junto às comunidades indígenas urbanas de Inamaty Kaxé, Paravá, Vila Bordon, Minha Raiz (Kadiwéu) e Jardim Inápolis, levando não apenas apoio, mas também escuta, partilha e comunhão.
Mais do que uma celebração, o Dia dos Povos Indígenas se torna um chamado à consciência e ao compromisso: reconhecer, valorizar e caminhar junto com aqueles que são raízes vivas da história do Brasil.
Por Frei Edson R. Andrade, OFM / Frei Wagner José da Rosa, OFM

















