
Papa Leão XIV: “No centro da missão está o mistério da união com Cristo” (Erzdiözese Wien/ Wolfgang Seper)
Aqueles que, em 18 de outubro, celebram o Dia Mundial das Missões instituído pelo Papa Pio XI em 1926, por ordem papal, podem obter a remissão total, perante Deus, da pena temporal dos pecados. Leão XIV, no Angelus: “Que a Igreja seja sempre fiel ao mandato do Senhor Ressuscitado: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”.
Vatican News
Através da Penitenciaria Apostólica, o Papa Leão XIV concedeu a indulgência plenária por ocasião do 100° Dia Mundial das Missões, instituído pelo Papa Pio XI, em 1926, e celebrado neste domingo, 18 de outubro, cujo tema deste ano é “Um em Cristo, unidos na missão”. O Decreto da Penitenciaria Apostólica especifica que a indulgência pode ser obtida nas condições habituais: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Pontífice.
No Angelus deste domingo, o Papa disse: “Pensemos a quanta história missionária abrangeu esses cem anos! Rezemos para que a Igreja seja sempre fiel ao mandato do Senhor Ressuscitado: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura»” (Mc 16, 15).
Na Mensagem para o 100° Dia Mundial das Missões, divulgada em 25 de janeiro passado, Leão XIV exorta “toda a Igreja a prosseguir com alegria e zelo no Espírito Santo o caminho missionário, que exige corações unidos em Cristo, comunidades reconciliadas e, em todos, disponibilidade para colaborar com generosidade e confiança”. No centro da missão, o Papa identifica o “mistério da união com Cristo”. Nas palavras de Jesus que antecedem a Paixão — “Para que todos sejam um; assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que também eles estejam em nós” — revela-se o desejo último de Cristo e a própria identidade da Igreja: “Ser uma comunhão que nasce da Trindade e que vive da e na Trindade, a serviço da fraternidade humana e da harmonia com todas as criaturas”, explica o Pontífice. “Ser cristão não é, antes de tudo, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no Espírito Santo”, ressalta o Papa, acrescentando que a responsabilidade primordial da Igreja em missão consiste na renovação da unidade espiritual e fraterna entre seus membros.
Hoje, assistimos a conflitos, polarizações, incompreensões e desconfiança recíproca, observa Leão, ressaltando que “quando isso acontece também” nas comunidades eclesiais, “o testemunho se enfraquece”. Por outro lado, “a missão evangelizadora, que Cristo confiou aos discípulos, exige, antes de tudo, corações reconciliados e ansiosos por comunhão”. “Nenhum batizado” – afirma o Pontífice – “é alheio ou indiferente à missão: todos, cada um segundo sua vocação e condição de vida, participam da grande obra que Cristo confia à sua Igreja”. Pois “como o Papa Francisco lembrou várias vezes, o anúncio do Evangelho é sempre uma ação conjunta, comunitária e sinodal”. Daí o apelo de Leão para que todos se unam aos missionários e missionárias “por meio do testemunho de vida em Cristo, da oração e da contribuição para as missões” e para que “cada um, segundo sua vocação e os dons recebidos, contribua para a grande missão evangelizadora, que é sempre obra do amor”. Por fim, ao concluir a mensagem, o Papa invoca a Deus para que “todos os membros da Igreja estejam unidos na missão, dóceis ao Espírito Santo, corajosos no testemunho do Evangelho”.
(Última atualização às 12h15)