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Papa Leão XVI – Regina Caeli (@Vatican Media)
Silvonei José – Vatican News
“Hoje, no Evangelho, escutámos algumas palavras que Jesus dirige aos seus discípulos durante a Última Ceia. Ao fazer do pão e do vinho o sinal vivo do seu amor, Cristo diz: «Se me tendes amor, cumprireis os meus mandamentos». Esta afirmação liberta-nos de um equívoco, ou seja, da ideia de sermos amados se observarmos os mandamentos: a nossa justiça seria então condição para o amor de Deus. É o amor de Deus, pelo contrário, a condição para a nossa justiça”. Foi o que disse o Papa Leão XIV na alocução que precedeu o Regina Cæli na Praça São Pedro, na presença de milhares de fiéis e peregrinos, neste VI Domingo da Páscoa.
Observamos verdadeiramente os mandamentos, – continuou o Papa – segundo a vontade de Deus, se reconhecermos o seu amor por nós, tal como Cristo o revela ao mundo. As palavras de Jesus são, portanto, um convite à relação, não uma chantagem ou uma incerteza.
“Eis por que o Senhor manda que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou: é o amor de Jesus que gera em nós o amor. O próprio Cristo é o critério, o paradigma do verdadeiro amor: que é fiel para sempre, puro e incondicional”.
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“Aquele que não conhece nem “mas” nem “talvez”; que se doa sem querer possuir; que dá vida sem levar nada em troca. Porque Deus nos ama primeiro, também nós podemos amar; e quando amamos de verdade a Deus, amamo-nos de verdade uns aos outros”.
Acontece o mesmo com a vida, acrescentou o Papa: “só quem a recebeu pode viver, e assim só quem foi amado pode amar”.
“Os mandamentos do Senhor são, por isso, uma regra de vida que nos cura dos falsos amores; são um estilo espiritual, que é caminho para a salvação”.
Precisamente porque nos ama – afirmou o Papa – o Senhor não nos deixa sozinhos nas provações da vida: promete-nos o Paráclito, ou seja, o Advogado defensor, o «Espírito da Verdade».
fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-05/papa-amor-deus-condicao-nossa-justica-regina-coeli.html