
A rápida e vertiginosa mudança em curso na era digital nos impediu de refletir sobre como nós, franciscanos, devemos entrar neste mundo de constante conexão e pluralidade.
Essa situação mutável levanta muitas questões, a começar pelo nosso carisma, como devemos nos relacionar uns com os outros e como nos comunicamos.
Nesse sentido, podemos entrar neste mundo como meros espectadores, mas de forma crítica e consciente, sem perder de vista a nossa identidade.
Nesse sentido, não podemos classificar as novas tecnologias como meras ferramentas, uma vez que elas se tornaram parte essencial do nosso cotidiano, transformando nossa maneira de nos relacionar e compreender a vida.
O Papa Francisco, na sua Encíclica Christus Vivit, disse o seguinte:
“Já não se trata simplesmente de ‘usar’ os instrumentos de comunicação, mas de viver numa cultura fortemente digitalizada, que afeta profundamente a noção de tempo e de espaço, a perceção de si mesmo, dos outros e do mundo, a forma como comunicamos, aprendemos, nos informamos, interagimos com os outros… Os espaços digitais criaram uma nova forma de comunicação e de ligação.” (CV 86-87)
Ao acessarmos novas tecnologias, especialmente a Inteligência Artificial, precisamos entender que não estamos entrando em uma sala fechada com objetos estáticos, mas em uma janela que resume o mundo de uma maneira diferente, onde o espaço-tempo se transforma, ou seja, nossas relações e nossa liberdade. Precisamos entender que não estamos diante de um espaço isolado, mas sim de “uma nova maneira de entender a vida e nossa missão”.
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fonte: https://ofm.org/corso-missionario-inter-francescano-2025.html